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sábado, 29 de abril de 2017

História de viado

Descrição para cegos: imagem dividida em 4 partes, em cada uma aparece um dos entrevistados do documentário. No canto superior esquerdo, um rapaz de mais ou menos 19 anos sentado na grama; no canto superior direito, um jovem de mais ou menos 28 anos sentado na grama do que aparenta ser um parque; no canto inferior esquerdo, um senhor por volta de 55 anos sentado em uma cadeira, em um pátio escolar; no canto inferior direito, homem por volta dos 40 anos, sentado em uma poltrona.

Aluno do curso de Jornalismo da Universidade Federal de Santa Catarina, Daniel Bonfim produziu um interessante documentário para a disciplina Grande Documentário em Vídeo. A produção História de Viado reúne histórias de vida de homossexuais e como eles descobriram sua sexualidade. Além disso, retrata as dificuldades de ser gay em uma sociedade homofóbica e as diferenças entre como é ser homossexual hoje e como foi ter sido gay décadas atrás. Assista ao documentário aqui. (Allan Oliveira)

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Quero perder a minha virgindade

Foto: Aderlon Amorim

Meu nome é Lucas, tenho 15 anos e comecei a pensar um pouco sobre a minha virgindade. Conheço muitos colegas que afirmam não serem mais virgens. Tenho minhas dúvidas, às vezes muitos só querem um pouco de status no meio do meu grupinho. Sempre tive vontade de conhecer um pouco sobre a minha sexualidade, mas o medo era a grande barreira da minha vida.
Eu sei que aos olhos da sociedade um jovem de 15 anos é uma criança imatura, mas para os meus amigos não, nós somos “os pegadores”. Luiza é uma das meninas mais belas do nosso grupo, porém a mais reservada. Minha vontade era poder tocar aquela pela morena e sentir o seu beijo quente me envolvendo, ilusão imaginária.
Sou virgem mesmo, mas tenho vergonha da minha situação. As pessoas falam que tudo tem sua hora. A verdade é que eu não consigo mais esperar. Os meus amigos “pegam” meninas todos os dias, mas eu continuo apaixonado pela Luiza mesmo sabendo que nunca vou poder tocá-la. (Aderlon Amorim)