quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Em exposição: o diverso

Descrição para cegos: a imagem é composta por penas de araras. Nas cores vermelho, azul, verde, amarelo em diferentes tons, estão umas sobrepostas as outras.

Por Cephas Castro

            Primeiro museu voltado para a temática da diversidade sexual, o Centro de Cultura, Memória e Estudos da Diversidade Sexual ou MDS (Museu da Diversidade Sexual) está sediado em São Paulo desde 2012, vinculado à Secretaria de Cultura do Estado.

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Vida

Descrição para cegos: O desenho mostra um rapaz ajoelhado em frente a seu namorado, um cadeirante. Eles estão quase se beijando.
Desenho: Ivana Alves 

Por Robson Martins

Foram os teus beijos.
O encontro de lábios que derrubou preconceitos e levou consigo qualquer dúvida que pudesse existir em mim. Agora, homens já se beijavam.
Foram os teus sorrisos.
Tua alegria me fez esquecer as muralhas que existiam em mim. Religião, família e toda a sociedade não me impediriam de ser feliz. Sem prisões. Livre.
Foram os teus olhos.
Esses, quase sempre cheios de lágrimas a me ver, me hipnotizaram. Levaram-me a lugares altos. Águia. Elevaram-me. E assim, pude me conhecer por completo.

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

#eSeFosseEu

Descrição para cegos: a imagem traz foto de um jovem com o rosto encoberto por um ramo e óculos escuros. Abaixo, um recorte de jornal onde se lê, como antetítulo: “Homofobia mata”, seguido do título “Jovem Gay é brutalmente assassinado na Rua Augusta”. Seguem-se duas linhas da notícia: “Corpo foi encontrado desfigurado em beco, sem roupas e com sinais de tortura. Documentos foram levados, dificultando a identificação.”

Por Cephas Castro

            Jovens “morrem” nas redes sociais para levantar a discussão acerca da necessidade de criminalização da homofobia.
Por meio do compartilhamento de fotos como recortes de uma manchete de jornal, os amigos Caio Locci e Gabriel Colombo deram início, em 2014, à campanha “E se fosse eu?”

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Quebra-cabeça brasileiro

Descrição para cegos: a imagem em preto e branco representa uma parede de tijolos aparentes.


Por Cephas Castro

Às vezes pareço aquela peça do quebra-cabeça que a gente demora a encaixar.
No jogo da vida eu vim numa família e ao meu redor peças foram sendo milimetricamente dispostas. Mudá-las de posição seria então abrir a caixa de pandora e a vida fazer revirar. Resolvi que as peças não deveriam ali ficar. Não por escolha ou por simplesmente questionar. Era isso ou aos meus instintos negar.

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Sobre voltar sozinho

Descrição para cegos: a  imagem, retirada do trailer do filme “Hoje eu quero voltar sozinho”, mostra os personagens principais, Leonardo, Gabriel e Giovana – interpretados por Tess Amorim, Fabio Audi e Guilherme Lobo – vistos de cima e deitados à borda de uma piscina em um dia ensolarado. 


Por Cephas Castro

           Deficiência visual, sexualidade e os dramas juvenis são a base para o aclamado longa-metragem brasileiro “Hoje Eu Quero Voltar Sozinho”.
        Lançado em 2014 pela Lacuna Filmes e com direção de Daniel Ribeiro, o longa conta a história de Leonardo. Adolescente cego e que está em processo de descobertas enquanto luta por liberdade em contraponto com suas limitações.

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Como coração de mãe


Descrição para cegos: a imagem em preto e branco mostra duas conchas de caracóis em tamanhos diferentes. A concha menor está em cima da maior e, em torno, há pedras.


Por Cephas Castro

Ali estava ele, com portas abertas, gaveteiro, maleiro e tudo o que tinha direito: o armário!
Entrei sem perceber naquele imenso vazio. Parecia aconchegante até que me sentei e me isolei naquele refúgio. Fiz dele minha morada, pus mais água no feijão e diariamente alimentei raiva, medo, vergonha e demais sentimentos negativos. O mundo para mim já estava fora do eixo, não fazia sentido.Minha filha agora dizia ser um menino.
Naquele momento me faltou entendimento e, ao sair, sem perceber ou querer, ela deixou as portas abertas e entrei para um novo caminho.

domingo, 25 de setembro de 2016

Representatividade importa! Relatos de um Beto

Descrição para cegos: No lado direito da foto temos Roberto, de camisa xadrez azul e branca e com casaco listrado preto e cinza por cima. Ele usa óculos, barba e posa sério na frente de uma parede branca com poemas.
Por Laianna Janu

Ok! Você concorda que as pessoas podem fazer parte da comunidade LGBT desde que seja bem, mas muito bem, longe de seu entorno. Mas, e se essa pessoa for alguém que você, obrigatoriamente, precisa "suportar" por perto, o que fazer? Se for, por exemplo, um professor, você vai trancar a disciplina até que ocorra a mudança do docente?
        Essa questão pode parecer boba, mas mostra a importância da representatividade em todos os lugares e âmbitos sociais, pois a mera presença é pedagógica.

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Histórias e preconceitos no Dia da Visibilidade Bissexual

Descrição para cegos: bandeira do orgulho bissexual tremulando em espaço aberto. Ela tem três faixas horizontais sendo largas em cima e embaixo e estreita no centro. 
Por Laianna Janu

Desde 1999, 23 de setembro é o Dia da Visibilidade Bissexual. A data foi criada por três ativistas dos direitos bissexuais dos Estados Unidos: Wendy Curry, Gigi Raven e Michael Page - o também designer da bandeira bissexual que foi desenvolvida um ano antes, em 1998, com intuito de dar à comunidade bi o seu próprio símbolo. Na bandeira, a faixa rosa representa a atração sexual pelo mesmo sexo; a faixa azul embaixo, a atração sexual pelo sexo oposto, e, no centro, o lilás, combinação das duas outras cores, representa a atração sexual por ambos os sexos.

domingo, 11 de setembro de 2016

Paraíba no The Drag Series

Descrição para cegos: montagem de nove fotos das drags paraibanas em três linhas e três colunas. Todas elas mostradas até o busto bem produzidas e maquiadas em frente a um fundo branco

Por Laianna Janu

O projeto fotográfico The Drag Series, criado em maio de 2016 pelo fotógrafo Fernando Cysneiros, incluiu, pela primeira vez, drag queens paraibanas. Nove personagens das cidades de João Pessoa e Campina Grande entraram para a lista desse portfólio que já conta com a presença de drags de Maceió (AL), Uberlândia (MG), Santiago (CHI) e de participantes do seriado RuPaul'sDragRace.

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Que todo dia seja Dia da Visibilidade Lésbica

Descrição para cegos: foto mostra mãos entrelaçadas de duas mulheres. Parte dos corpos de cada uma aparece na lateral da imagem. Uma veste calça jeans e a outra, saia e blusa.
Por Laianna Janu

       Sim! Eu sou sapatão. Fui apontada semana passada por um cara na rua como uma sapatão porque havia revidado um dele. O elogio era um assédio, mas o sapatão - utilizado como xingamento - é sim meu termo de autoafirmação.
       Mas de onde saiu essa ideia que ser sapatão é uma coisa ruim? Estou cansada de ouvir que nós não somos mulheres de verdade, que não queremos ser mães. Quem que inventou todas essas mentiras absurdas? Várias perguntas como essa sempre assolam a minha cabeça.
       Senti minha primeira atração por uma menina aos doze anos. Mas como iria falar para meus pais se só escutava, frequentemente, insultos a uma familiar que tinha tido um caso com uma mulher há anos? Como me abrir se só ouvia: "Tudo bem você ser amiga, mas você ser... É demais"? Como poder contar se, quando questionada pela minha mãe sobre minha sexualidade, escutei aos gritos que se ser lésbica fosse minha felicidade teria que esperar ela morrer para poder ser feliz?

sábado, 27 de agosto de 2016

Minhas Mães e Meu Pai

Descrição para cegos: Cartaz do filme mostra as mães e o pai na parte superior e cena de refeição com toda família na parte inferior

Por Laianna Janu

Nesta semana da visibilidade lésbica trazemos a resenha de um longa de Lisa Cholodenko. O filme “Minhas Mães e Meu Pai”, com título original “The Kids Are All Right” (as crianças estão bem), lançado em 2010, narra a história de Nic (Annette Bening) e Jules (Julianne Moore), um casal de lésbicas juntas há quase 20 anos que conceberam dois filhos por inseminação artificial.

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

O levante das bee é o close certo

Descrição para cegos: imagem retirada do vídeo clipe da música “Fiscal”, de MC Queer, mostra integrantes da comunidade LGBTQ perfilados em um galpão e com roupas em tons preto, cinza e branco. Ao fundo, lâmpadas fluorescentes.     

Por Cephas Castro

       Com letras de empoderamento LGBTQ ou fazendo uso de suas imagens (propositalmente ou não) para levantarem questionamentos acerca da temática em questão, a visibilidade vem por meio da música. E se não tem abertura na grande mídia brasileira, o YouTube tornou-se alternativa.
        Liniker, As baianas e a Cozinha Mineira, Banda Uó, Rico Dalassam, MC Queer, MC Trans, Pablo Vittar, Johnny Hooker são apenas alguns nomes que despontam e se atrelam a tantos outros no ambiente virtual. Cada um à sua maneira conquista e concede visibilidade a temas antes restritos. Unem-se dessa maneira aos hinos icônicos internacionais e que personificaram personagens nas décadas de 70 e 80, como I Will Survive (Glória Gaynor), Y.M.C.A. (Village People), I Want You Break Free (Queen).

sábado, 20 de agosto de 2016

15ª Parada do Orgulho LGBT de João Pessoa

Descrição para cegos: O cartaz, branco com tintas coloridas derramadas nas laterais, contém uma digital colorida à esquerda e ao lado o nome do evento. Abaixo estão o tema, data, local e horário.

Por Robson Martins

A 15a edição da Parada do Orgulho LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais) de João Pessoa será realizada no próximo domingo (21/08), na Orla do Cabo Branco. A concentração será às 18h, no Sesc-Cabo Branco, finalizando o percurso no Busto de Tamandaré.
Muito mais que um evento comemorativo, a Parada do Orgulho LGBT de João Pessoa sempre foi um momento político. Durante as edições anteriores houve discursos que protestaram contra todo o preconceito, violência física, verbal e institucional. Sempre se protestou contra crimes que aconteceram contra homossexuais e celebraram-se as conquistas do movimento LGBT.

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Hora da morte

Descrição para cegos: A imagem em preto e branco, feita em carvão pela artista plástica Gabriela Güllich, mostra a parte superior do rosto de um jovem, com um olhar de desesperança.
Por Cephas Castro

Eu talvez não tenha sido sincero contigo - nem comigo. Eu nem sempre sou sorrisos, nem sempre tenho planos, nem sempre sou amigo - meu amigo. Então, é chegada a hora da morte. 
É, resolvi desligar os aparelhos, eutanasiar a mim. Será possível?
A lei não me interessa e talvez nem eu tenha interessado a ela. Então!
Eles deveriam me proteger, te proteger. Mas não, criam espetáculos, armam as tendas e distorcem debates importantes que poderiam ter me mantido vivo. Terá sido um circo?