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quinta-feira, 27 de abril de 2017

Eu gosto mesmo é das bixa, das que são afeminada!

Descrição para cegos: artista e militante TLGB MC Linn da Quebrada aparece de perfil na foto com fundo preto. Ela está usando um colar em formato de corrente e tem o rosto e o pescoço maquiados com purpurina.


Por Matheus Wendell

Bicha, travesti, periférica, preta. É assim que MC Linn da Quebrada se define. Palavras dotadas de excessiva carga negativa, na sua poesia ganham ressignificados, e são para ela sinônimos de empoderamento, força e desconstrução.
Linn faz parte de uma geração na música brasileira atual que tem unido arte e militância. E foi justamente o funk, gênero extremamente subestimado e deixado de lado pela crítica musical, que ela escolheu para narrar suas vivências e a de tantas outras que se identificam com ela. Vivências essas que são marginalizadas, que não se encontram nas novelas, séries, publicidade, nem na própria música. E quando retratadas, vêm em tom jocoso, de piada, escárnio.
A artista, tanto em suas letras quanto em sua postura política, vem para levantar a discussão sobre gênero, sexualidade e raça. Os papéis socialmente construídos em torno do masculino e do feminino, a supremacia do homem-hétero-branco-cisgênero, a segregação que acontece dentro do próprio meio LGBT.

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Entre gêneros: androgenias e transgressões

Descrição para cegos: foto mostra Rico
Dalasam, 
rapper gay, usando vestido e

postando bolsa feminina. no meio de uma rua
Por Robson Martins

A desconstrução do feminino e masculino é a essência das fotografias feitas por Diego Ciarlariello para a exposição Entre Gêneros.
O fotógrafo é formado em Processos Fotográficos pelo Senac de São Paulo, com seis anos de atuação no segmento cultural e ganhador do prêmio de Melhor Fotografia do concurso Revela São Paulo, em 2012.
Arte, diversidade e gênero se misturam para contar a historia de diversos artistas. Desde Ney Matogrosso, na década de 70, até jovens cantores como Liniker Barros e Johnny Hooker. Além destes foram retratados Aretha Sadick, Assucena Assucena e Raquel Vírginia (ambas do grupo As Bahias e A Cozinha Mineira), Caio Prado, Daniel Chaudon e Diego Moraes, Gael Badaró, Jaqueline Rocha Côrtes, João W. Nery (escritor e ativista trans), Laerte Coutinho (cartunista paulistana), Leci Brandão, Lia Clark, Lineker, Mc Linn da quebrada, Mel Gonçalves (Banda Uó), Pabllo Vittar e Rico Dalasam.