terça-feira, 28 de outubro de 2014

Quente como o pecado

Foto: Aderlon Amorim

Meus olhos brilhavam todas as vezes que encarava aquele menino gentil. Eu me sentia seguro, era como se a nossa amizade estivesse se transformando em uma paixão. Ele sempre me chamou de amigo diferente, mas nunca entendi o sentido dessa frase.
Rodrigo estudava no 3º ano do ensino médio e eu no 1º. A gente conversava quase sempre nos intervalos da escola. Dentro de mim o desejo de beijá-lo fervia, nunca arrisquei tocá-lo, pois ele era mais inocente que eu. Acho que Rodrigo me via como uma criança imatura, inocente, o despreparado era ele.
Caminhando na minha direção a passos lentos, sorrindo timidamente no meio dos meus amigos Rodrigo chega. Meu coração disparou, pois ele nunca tinha vindo até mim. Quando percebi ele chamou o meu nome: - Lucas! Eu estava sorrindo enquanto ele me beijava, senti o gosto quente que ardia no meu corpo. Ele sorriu, me olhou e foi embora. (Aderlon Amorim)


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