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quarta-feira, 1 de novembro de 2017

As heroínas trans de Tangerine

Descrição para cegos: silhueta contraluz em que, no canto direito, são perceptíveis as 2 personagens principais do filme andando por Los Angeles à tarde. Em segundo plano, aparecem uma fileira de palmeiras e postes de luz.
Por Felipe Lima

Dos pés ao fio de cabelo propositalmente desalinhado, o herói clássico do cinema estadunidense nunca foi uma pessoa transgênero. As histórias filmadas para cativar, para nos abrir janelas para novos mundos – e, não menos importante, para fazer toneladas de dólares –, quase sempre trazem personagens homens cisgêneros para quem os holofotes estão todos virados. Independentemente de qual faceta do herói a personagem vai assumir, é sempre assim. Mesmo o estouro das heroínas no cinema é uma coisa recente. Mas quanto a pessoas trangêneros: são uns gatos-pingados quase inexistentes.

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Minha vida em cor-de-rosa

Descrição para cegos: cartaz do filme mostra
Ludovic usando um vestido, com os
braços abertos e entre nuvens.
Por Robson Martins

O Filme belga Minha vida em cor-de-rosa (Ma vie en rose, Bélgica/França/Inglaterra, 1997), dirigido por Alain Berliner, conta a história de Ludovic Fabre. Um menino de apenas sete anos de idade, que se entende e se comporta como uma menina.
Ludovic, interpretado por George DuFresne, começa a enfrentar obstáculos até assumir uma identidade feminina. Sua família, ainda meio confusa, oscila entre a aceitação ou recusa de seu comportamento. Em uma festa promovida por seus pais, o “menino” apresenta os primeiros sinais de transgeneridade. Maquiagem, vestidos e saltos começam a fazer parte do universo de Ludovic.

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Vida

Descrição para cegos: O desenho mostra um rapaz ajoelhado em frente a seu namorado, um cadeirante. Eles estão quase se beijando.
Desenho: Ivana Alves 

Por Robson Martins

Foram os teus beijos.
O encontro de lábios que derrubou preconceitos e levou consigo qualquer dúvida que pudesse existir em mim. Agora, homens já se beijavam.
Foram os teus sorrisos.
Tua alegria me fez esquecer as muralhas que existiam em mim. Religião, família e toda a sociedade não me impediriam de ser feliz. Sem prisões. Livre.
Foram os teus olhos.
Esses, quase sempre cheios de lágrimas a me ver, me hipnotizaram. Levaram-me a lugares altos. Águia. Elevaram-me. E assim, pude me conhecer por completo.

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Meu nome é Jacque

Descrição para cegos:
Cartaz do filme mostra o perfil da personagem

Por Robson Martins

Lançado no dia 15 de abril, no Rio de Janeiro, o documentário Meu Nome é Jacque, dirigido por Angela Zoé, retrata a trajetória de Jacqueline Rocha Côrtes (Jacque), uma mulher transexual, portadora do vírus HIV há 22 anos e ex-funcionária do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (Unaids). Ela foi professora de inglês, funcionária do Departamento de DST, AIDS e Hepatites Virais (DDAHV) do Ministério da Saúde e ativista em ONG’s.
Em um trecho do documentário, Jacque afirma que “a partir do momento que uma pessoa como você, vivendo com AIDS, com a transexualidade, está no Governo, em uma área de cooperação internacional, só a sua presença em uma reunião, por exemplo, já é uma quebra de paradigma”.

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Animação e diversidade para crianças

Descrição para cegos: Lindinha (Personagem nas meninas superpoderosas) brincando com  um unicórnio .  

Por Cy Baptista

Durante a infância, somos ensinadas a seguir algumas regras de acordo com nosso gênero. O ambiente escolar é um dos espaços que poderiam debater o tema. Porém, as barreiras sociais têm impedido a discussão. Observa-se que a ideologia de gênero é proibida nas escolas, multiplicando estereótipos e preconceitos.
Por outro lado, o cinema de animação tem sido um caminho para promover a igualdade, com produções sobre a diversidade sexual e de gênero. Um bom exemplo é a série de desenho animado The Powerpuff Girls, ou As Meninas Superpoderosas. O desenho foi relançado este ano no Brasil e suas personagens desafiam os padrões tradicionais femininos.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Transexualidade na infância


A transexualidade é uma condição considerada pela Organização Mundial de Saúde como um transtorno de identidade de gênero. Explicando melhor, é aquela pessoa que não se identifica com o sexo que nasceu, “uma mulher no corpo de um homem” (ou vice-versa), como é popularmente é conhecido. Engana-se quem pensa que essa condição só atinge as pessoas na fase adulta. Há casos em que os sinais da transexualidade já aparecem na infância, como nos descritos no site Hypescience . (Yasmim Pessoa)
  
Crianças transexuais

10. A menina transexual que foi proibida de usar o banheiro feminino
Coy Mathis nasceu com corpo de menino, mas desde os 18 meses de idade se identificou como sendo menina. E, desde então, é tratada como tal. A escola em que ela fez o jardim de infância estava completamente ciente de seu caso, mas quando ela foi para a primeira série, ocorreu um incidente.